Todo o tempo que eu passar com você,
nunca tempo perdido ele algum dia será.
E toda palavra que para você eu falar,
nunca será mero vento a se perder.
Todo o amor que eu puder dar a você,
nunca será todo o amor que eu posso dar.
E todas as canções que eu lhe cantar,
nunca serão difíceis de se escolher.
Tudo que para você eu puder escrever,
será sempre o mais puro e sincero
que eu porventura possa algum dia ser.
E tudo o que de você eu espero,
é que seus belos olhos possam ver
o quando eu realmente lhe quero.
- Para Martha C.
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
De Cantos Imundos
Dos poetas de cantos imundos,
que do amor fazem sua bandeira;
deles o pior, à sua maneira,
lhe entrega seus sentimentos vagabundos.
É ele, que lhe suplica uma chance,
para sentir seu amor pulsar,
para seu pobre coração lhe dar,
para descobrir o que é romance.
É ele, que lhe dedica seus versos,
que quer desbravar sua alma,
que quer conhecer seus universos.
É você que lhe tira a calma;
quando seus olhares são perversos,
é sua voz que lhe acalma.
- Para Martha C.
que do amor fazem sua bandeira;
deles o pior, à sua maneira,
lhe entrega seus sentimentos vagabundos.
É ele, que lhe suplica uma chance,
para sentir seu amor pulsar,
para seu pobre coração lhe dar,
para descobrir o que é romance.
É ele, que lhe dedica seus versos,
que quer desbravar sua alma,
que quer conhecer seus universos.
É você que lhe tira a calma;
quando seus olhares são perversos,
é sua voz que lhe acalma.
- Para Martha C.
Lentamente
Conta-me todo o teu pecado,
mostre-me teu todo e cada defeito;
pois ao teu lado eu agora me deito,
de estar sozinho estou cansado.
Toma minha mão como a teu lar,
abandone tuas mentiras fartas,
descarte todas as tuas cartas,
enfim, ensina-me a amar.
Simples como os verdes olhos teus,
que, não mais que de repente,
encontraram aos meus.
Deixe-me apenas ser o pente,
que os fios dourados seus,
percorre, não mais que lentamente.
- Para Martha C.
mostre-me teu todo e cada defeito;
pois ao teu lado eu agora me deito,
de estar sozinho estou cansado.
Toma minha mão como a teu lar,
abandone tuas mentiras fartas,
descarte todas as tuas cartas,
enfim, ensina-me a amar.
Simples como os verdes olhos teus,
que, não mais que de repente,
encontraram aos meus.
Deixe-me apenas ser o pente,
que os fios dourados seus,
percorre, não mais que lentamente.
- Para Martha C.
Soneto de Amor
Te escrevo versos preguiçosos,
que valem apenas para rimar.
Te escrevo poemas pretensiosos,
e te escrevo mais se você gostar.
Te escrevo cartas amorosas,
cheias de elogios e exageros.
Te dou das flores mais vistosas,
e dos piores exasperos.
Te canto canções bonitas
que nunca são honestas;
e tão facilmente esquecidas.
Te falo palavras belas,
palavras vagas e inexpressivas,
mas que serão, sempre, sinceras.
- Para Bruna K.
que valem apenas para rimar.
Te escrevo poemas pretensiosos,
e te escrevo mais se você gostar.
Te escrevo cartas amorosas,
cheias de elogios e exageros.
Te dou das flores mais vistosas,
e dos piores exasperos.
Te canto canções bonitas
que nunca são honestas;
e tão facilmente esquecidas.
Te falo palavras belas,
palavras vagas e inexpressivas,
mas que serão, sempre, sinceras.
- Para Bruna K.
Não Chame Meu Amor de Fraqueza
Não chame meu amor de fraqueza,
nem a meu desejo de perversão;
a quem eu amo sem razão
não chame de incerteza.
Por bela não trate minha tristeza,
nem minha descrença por avaria;
à minha arte não chame idolatria,
minha solidão não trate por beleza.
A meus amores passageiros e intensos,
não os trate por carência;
todos os meus amores são imensos.
Não me peça para ter paciência;
os meus amores pretensos,
não os trate por indecência.
nem a meu desejo de perversão;
a quem eu amo sem razão
não chame de incerteza.
Por bela não trate minha tristeza,
nem minha descrença por avaria;
à minha arte não chame idolatria,
minha solidão não trate por beleza.
A meus amores passageiros e intensos,
não os trate por carência;
todos os meus amores são imensos.
Não me peça para ter paciência;
os meus amores pretensos,
não os trate por indecência.
Canto Fúnebre
Eu sou um poeta da madrugada;
munido de minha caneta e minha solidão;
por tantas noites, acordado em vão;
almejo, em dor, a luz da alvorada.
Dispersando-se na neblina da manhã;
eu sou um romântico abandonado,
meu canto fúnebre será cantado,
pelos abandonados de amanhã.
Sou um lobo solitário,
para a lua a uivar;
um miserável solidário.
Sou um navio a afundar,
tenho no mar o meu repouso,
enquanto ainda consigo respirar.
munido de minha caneta e minha solidão;
por tantas noites, acordado em vão;
almejo, em dor, a luz da alvorada.
Dispersando-se na neblina da manhã;
eu sou um romântico abandonado,
meu canto fúnebre será cantado,
pelos abandonados de amanhã.
Sou um lobo solitário,
para a lua a uivar;
um miserável solidário.
Sou um navio a afundar,
tenho no mar o meu repouso,
enquanto ainda consigo respirar.
Fim De Tarde
Me despedi de você
naquele fim de tarde frio;
de teu olhar tão vazio,
e teu beijo pude ter.
Tuas mãos as minhas seguravam,
por toda a escuridão daquele dia,
minha juventude florescia,
e teus lábios me desbravavam.
Me despedi com um beijo teu;
te guardei com todo meu rancor,
e você logo me esqueceu.
Mas sem querer, me fez o favor:
pois foi naquela fria tarde
que descobri o amor.
- Para Victoria I.
naquele fim de tarde frio;
de teu olhar tão vazio,
e teu beijo pude ter.
Tuas mãos as minhas seguravam,
por toda a escuridão daquele dia,
minha juventude florescia,
e teus lábios me desbravavam.
Me despedi com um beijo teu;
te guardei com todo meu rancor,
e você logo me esqueceu.
Mas sem querer, me fez o favor:
pois foi naquela fria tarde
que descobri o amor.
- Para Victoria I.
Sob As Folhas Da Nogueira
Foi na beira de um lago,
à sombra de uma árvore nova
onde cavei minha própria cova,
onde meu corpo será enterrado.
Foi na areia, próxima à água;
num prado de grama,
banhado por lama,
onde sucumbi à minha mágoa.
Foi sob o céu cristalino,
nos pés de uma palmeira,
nos arbustos de linho fino.
Será sob as folhas da nogueira,
longe do alcance divino,
onde tornarei à poeira.
à sombra de uma árvore nova
onde cavei minha própria cova,
onde meu corpo será enterrado.
Foi na areia, próxima à água;
num prado de grama,
banhado por lama,
onde sucumbi à minha mágoa.
Foi sob o céu cristalino,
nos pés de uma palmeira,
nos arbustos de linho fino.
Será sob as folhas da nogueira,
longe do alcance divino,
onde tornarei à poeira.
Amizade
A corda que lhe tira do fundo do poço;
o sangue que por ti sangraria;
a carranca que por ti sorria;
a mão que enxuga as lágrimas de teu rosto.
O ouvido que sempre lhe ouviria;
nas horas frias o cálido abraço;
a fragilidade que se apoia em seu braço;
a armada resistência quando a tristeza domina.
O amor fraterno em sua mais bruta forma;
em meio à escuridão, a claridade;
a instantânea felicidade que sempre retorna.
A simples e pura sinceridade,
o velho afeto que sempre se renova;
e afinal, o que de nós seria sem a amizade?
o sangue que por ti sangraria;
a carranca que por ti sorria;
a mão que enxuga as lágrimas de teu rosto.
O ouvido que sempre lhe ouviria;
nas horas frias o cálido abraço;
a fragilidade que se apoia em seu braço;
a armada resistência quando a tristeza domina.
O amor fraterno em sua mais bruta forma;
em meio à escuridão, a claridade;
a instantânea felicidade que sempre retorna.
A simples e pura sinceridade,
o velho afeto que sempre se renova;
e afinal, o que de nós seria sem a amizade?
Saudade
A saudade é um prato servido frio;
é um sino que ressoa a solidão;
é perder-se em meio a multidão;
é ser preenchido pelo vazio.
É remorso pelo tempo que passou;
é a falta do que já tornou-se história;
é o peso das lembranças na memória;
é a porta do passado que fechou.
É ter ao seu lado alguém que não está;
é não ter no presente a alegria que curava;
é o tempo que não volta mas insiste em voltar.
É a lembrança dos tempos de alegria;
de quando o sol ainda brilhava;
e a vida ainda sorria.
é um sino que ressoa a solidão;
é perder-se em meio a multidão;
é ser preenchido pelo vazio.
É remorso pelo tempo que passou;
é a falta do que já tornou-se história;
é o peso das lembranças na memória;
é a porta do passado que fechou.
É ter ao seu lado alguém que não está;
é não ter no presente a alegria que curava;
é o tempo que não volta mas insiste em voltar.
É a lembrança dos tempos de alegria;
de quando o sol ainda brilhava;
e a vida ainda sorria.
A Garota Da Casa Verde
Foi quando
vi-te passar:
de terra era a estrada,
que aos poucos se molhava,
da chuva que negava-se a parar.
Teus loiros cabelos o vento soprava;
de teus passos incompletos,
de graça repletos,
que a meu coração chamava.
Era teu rosto, angelical;
eras um anjo, decerto,
nos ares do litoral.
E então passaste por mim;
com teu olhar celestial,
que parecia não ter fim.
de terra era a estrada,
que aos poucos se molhava,
da chuva que negava-se a parar.
Teus loiros cabelos o vento soprava;
de teus passos incompletos,
de graça repletos,
que a meu coração chamava.
Era teu rosto, angelical;
eras um anjo, decerto,
nos ares do litoral.
E então passaste por mim;
com teu olhar celestial,
que parecia não ter fim.
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