Foi na beira de um lago,
à sombra de uma árvore nova
onde cavei minha própria cova,
onde meu corpo será enterrado.
Foi na areia, próxima à água;
num prado de grama,
banhado por lama,
onde sucumbi à minha mágoa.
Foi sob o céu cristalino,
nos pés de uma palmeira,
nos arbustos de linho fino.
Será sob as folhas da nogueira,
longe do alcance divino,
onde tornarei à poeira.
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